Gírias

11 Abr

Há muitos artigos no GOZADOS sobre a língua portuguesa.

“Cacofonia”, que ajudou muitas pessoas em seus trabalhos, antes, veio o “Palavrinhas e Palavrões”, que são dicas de como introduzir novas palavras em seu cotidiano.

Para adicionar um terceiro e quarto, falaremos sobre Girias e palavras que perderam seu significado ao longo do tempo.

Uma palavra de baixo calão, popularmente conhecida como palavrão, é um vocábulo que pertence à categoria de gíria e, dentro desta, apresenta cunho chulo, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto-de-vista de algumas religiões ou estilos de vida. Palavras de baixo calão, calão de baixo nível em Portugal ou simplesmente, palavrões, são formas inadequadas na norma culta da língua portuguesa e geralmente usados de forma popular e coloquial, exceto por licença poética.

Em geral, nas histórias em quadrinhos infantis e infanto-juvenis, a fim de não chocar ou horrorizar os leitores (que são em sua esmagadora maioria crianças e adolescentes), bem como de manter a integridade da norma culta, os balões de fala representam os palavrões com grafismos, sejam desenhos como cobras e lagartos, bombas, ou caracteres como a tralha (“jogo-da-velha” ou antífen), arrobas, além de nuvem de chuva, crânio, ossos, punhal com lâmina retorcida, espirais e outros permitidos pela imaginação do roteirista.

Os dicionários de maior prestígio divergem quanto à classificação dessas palavras e de suas acepções entre ofensivas ou populares (com rubricas como tabuísmo, chulo, plebeísmo e popular).

Como pertencem ao fenômeno linguístico, os palavrões nascem, se desenvolvem e morrem. Houve um tempo em que termos como diacho, “vá para o inferno ou desgraçado eram extremamente ofensivos pois, numa época muito religiosa, “ir ao inferno” ou dizer que alguém não possuia graça (“espírito de Deus”) era terrível. Palavras como coitado (homem que sofreu coito — violência sexual) também perderam seu significado pejorativo, enquanto outras, como caralho (palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas) passaram a ser ofensivas. Algumas palavras permanecem em uma zona nebulosa, onde o contexto determina se é ofensiva ou não, como por exemplo os verbos dar e comer e a palavra pau.

Exemplos de Gírias:

“Tarzan depois da gripe” = Utilizado para pessoas muito magras. Magricelo.

“Tapa na macaca” = Fumar um cigarro de maconha.

“Filar boia” = Fazer uma refeição na casa de um amigo ou parente de graça ou sem algo em troca

HISTÓRIAS DE ALGUMAS EXPRESSÕES…

A casa da mãe Joana era bagunçada?

Sim. A expressão se deve a Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382. Em 1346, a mesma se refugiu em Avignon, na França.

Aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: “o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar.” Transposta para Portugal, a expressão “paço-da-mãe-joana” virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa. Assim, “casa-da-mãe-joana” passou a servir para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde impera a desordem e a desorganização.

OK!

A expressão inglesa “OK” (okay), mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante o conflito, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam em uma placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Foi assim que surgiu o famoso “OK”.

Vá tirando o cavalinho da chuva!

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixavam o cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião. Caso a visita fosse demorar, colocavam o animal nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol.

Contudo, o convidado só poderia pôr seu cavalo protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

O que o motorista tem a ver com o barbeiro?

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc. Por não serem profissionais, seus serviços mal feitos eventualmente geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Este termo veio de Portugal, contudo, a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.

O quê? Acabou a pizza?

Uma das expressões mais usadas no meio político é “tudo acabou em pizza”, empregada quando algo errado é julgado sem que ninguém seja punido ou sem nenhuma solução adequada.

O termo surgiu por meio do futebol. Na década de 60, alguns cartolas palmeirenses se reuniram para resolver alguns problemas e, durante 14 horas seguidas de brigas e discussões, estavam morrendo de fome. Assim, todos foram a uma pizzaria, tomaram muito chope e pediram 18 pizzas gigantes. Depois disso, foram para casa e a paz reinou de forma absoluta. Após esse episódio, Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, fez a seguinte manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. Daí em diante o termo pegou.

Fazer vaquinha

A expressão “fazer vaquinha” surgiu na década de 20 e tem sua relação de origem com o jogo do bicho e o futebol. Nas décadas de 20 e 30, já que a maioria dos jogadores de futebol não tinha salário, a torcida do time se reunia e arrecadava entre si, um prêmio para ser dado aos jogadores.

Esses prêmios eram relacionados popularmente com o jogo do bicho. Assim, quando iam arrecadar cinco mil réis, chamavam a bolada de “cachorro”, pois o número cinco representava o cachorro no jogo do bicho. Como o prêmio máximo do jogo do bicho era vinte e cinco mil réis, e isso representava a vaca, surgiu o termo popular “fazer uma vaquinha”, ou seja, tentar reunir o máximo de dinheiro possível para um fim específico.

para saber mais sobre esse assunto, acesse:

pt.wikipedia.org/wiki/Gíria

http://super.abril.com.br/superarquivo/1996/conteudo_115151.shtml

https://gozados.wordpress.com  😉

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